terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Reflexão sobre o vídeo de Santos Dumont ea necessidade da informatica em minha vida

  Na minha vida a necessidade da informática surgiu quando em 2001, iniciei o meu curso de graduação em Ciências Sociais, tudo era por meio de digitação, as apostila das disciplinas eram enviadas por meio de e-mail e eu me sentia como um “peixe fora da água”, pois além de não saber fazer nada num computador eu na época também não tinha e nem tinha condições de ter um. Porém contei com a ajuda de meu namorado, meu atual esposo, que tem conhecimento em informática, usava meus 15 minutos de intervalo para ir à sala de informática disponível para os universitários e aí comecei a conhecer melhor um computador, depois em 2003, ano em que casamos fizemos juntos muitas pesquisas de lugares para viajar, hotéis, pousadas, etc. Depois do casamento ele trouxe o computador dele para nossa casa e compartilhamos o computador só que até então eu era bem leiga no assunto até que chegou a hora de fazer a minha monografia e ele sem tempo para me ajudar tive que me virar sozinha, com digitação, tabelas, gráficos, pesquisas na internet e dessa forma fui me aprimorando, não posso dizer que sei muita coisa, mas aprendi muito e uso bastante.
  E como vimos no filme, o computador não pára em sua evolução, cada vez surgem computadores mais sofisticados, e as pessoas devem ser como Santos Dumont persistentes, pois, a principio o computador parece ser “um bicho de sete cabeças”, mas não é, com persistência e entusiasmo aprendemos muito com eles e principalmente facilitamos a nossa vida.
  E essa tecnologia nos afeta em muito porque sentimos essa tecnologia em nosso trabalho, hoje são os professores que digitam as notas dos alunos, quando vou trabalhar certo assunto com meu aluno possa fazer uma busca na internet e encontrar tanta coisa sobre o tema a ser abordado. No inicio do ano, como estava com uma sala com uma sala de diversas dificuldades, alunos ainda não alfabetizados, fiz uma pesquisa na internet e encontrei um site de uma professora alfabetizadora e ela disponibilizava em seu site atividades diversas e eu pude tirar umas idéias e imprimir atividades para os meus alunos. 
  Na vida pessoal, além das pesquisas que eu faço relacionadas ao meu trabalho, pesquiso também brinquedos para a faixa etária do meu filho, algumas receitas de comida, livros disponíveis na internet, envio fotos para revelação e muitas outras coisas, coisas que teria que ir para outra cidade para fazer, eu faço rapidinho diante do meu computador. 

Sites interessantes

Neste site http://www.abril.com.br/educacao encontra dicas para o vestibular, teste vocacional, notícias e material educativo para professores e alunos.

Neste site http://www.revistaescola.abril.uol.com.br/online você encontrará Planos de aula, reportagens exclusivas, indicações de filmes, colunistas e blogs para manter você ligado em todas as novidades da Educação.

Neste site http://revistaescola.abril.uol.com.br/home/home.shtml você encontrará conteúdo destinado à formação e à valorização do professor e à melhoria da qualidade da Educação brasileira.


Neste site http://bve.cibec.inep.gov.br/ encontra-se a Biblioteca Virtual de Educação (BVE) é voltada a pesquisadores, estudiosos, professores, universitários, pós-graduandos e alunos de todas as séries escolares.

Resumo: Educar o Educador - José Manuel Moran

                                               Aprender a ensinar


    Um dos eixos das mudanças na educação passa pela transformação da educação em um processo de comunicação autêntica e aberta entre professores e alunos, administradores, funcionários e a comunidade, principalmente os pais. 
      Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo, vivencial. Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária, pois desta forma os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos, mas não aprendem a ser pessoas, a ser cidadãos.
     Cada um de nós professores colabora com um pequeno espaço, uma pedra, na construção dinâmica do "mosaico" sensorial-intelectual-emocional de cada aluno. Ele vai organizando continuamente seu quadro referencial de valores, idéias, atitudes, a partir de alguns eixos fundamentais comuns como a liberdade, a cooperação, a integração pessoal.
Uma das tarefas mais urgentes é educar o educador para uma nova relação no processo de ensinar e aprender, mais aberta, participativa, respeitosa do ritmo da cada aluno, das habilidades específicas de cada um.
    É importante termos educadores com um amadurecimento intelectual, emocional e comunicacional que facilite todo o processo de organizar a aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.
        Sabemos muito, mas não sabemos o principal. Temos conhecimentos pontuais, mas nos falta o referencial maior, o que dá sentido ao nosso viver. Por que e para que aprendemos? Quando só temos objetivos utilitaristas - como conseguir um diploma, um emprego, ganhar dinheiro - isso concentra nossos esforços, mas estreita nosso raio de visão, de percepção.
Ensinar não é só falar, mas comunicar-se com credibilidade. É falar de algo que conhecemos intelectual e vivencialmente e que, pela interação autêntica, contribua para que os outros e nós mesmos avancemos no grau de compreensão do que existe.
        Ensinaremos melhor se mantivermos uma atitude inquieta, humilde e confiante com a vida, com os outros e conosco, tentando sempre aprender, comunicar e praticar o que percebemos até onde nos for possível em cada momento. Isso nos dará muita credibilidade, uma das condições fundamentais para que o ensino aconteça. Se inspirarmos credibilidade, poderemos ensinar de forma mais fácil e abrangente. A credibilidade depende de continuar mantendo a atitude honesta e autêntica de investigação e de comunicação, algo não muito fácil numa sociedade ansiosa por novidades e onde há formas de comunicação dominadas pelo marketing, mais do que pela autenticidade. 
        Só pessoas livres - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar livremente. Só pessoas livres merecem o diploma de educadoras. Necessitamos de muitas pessoas livres na educação que modifiquem as estruturas arcaicas, autoritárias do ensino. Só pessoas autônomas, livres podem transformar a sociedade.